E sim, agora sou Orgulhosamente Ondina!
E por fazer parte desta, tenho imensas amigas com alcunhas estranhas, que como a Calcutá disse, só descobrimos os nomes delas quando as adicionamos no facebook!
De Coimbra para o Mundo, no dia 13/ Nov./ 2010, tornaram-se conhecidas as novas grandes vencedoras do XVII Canto da Sereia, festival internacional de tunas femininas organizado pelas Mondeguinas. A cerimónia decorreu no Auditório do IPJ em Coimbra, espaço que ficou completamente lotado pela assistência e contou com as actuações de quatro tunas a concurso, dois grupos convidados e da tuna anfitriã.O festival teve início pouco depois das vinte e uma horas com a participação de uma tuna que nos é muito querida, a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra. Os nossos afilhados cantaram e animaram aquele que prometia ser um serão de surpresas, presenteando as suas madrinhas com uma estreia musical em palco.
Seguidamente, para gáudio de um auditório completamente lotado, desfilaram as duas primeiras tunas a concurso: a primeira, oriunda da capital, TFIST - Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico, seguida das Sirigaitas – Tuna Feminina da Faculdade de Farmácia do Porto.
Após um curto intervalo, e à semelhança daquilo que aconteceu na primeira parte, foi a vez de novo um grupo convidado dar início à cerimónia e a animar a noite. Oriundos de Seia, detentores de mais um repertório vasto e rico, contemplando, entre outros, ritmos de Tom Jobim, Phil Collins, Stevie Wonder, os Cantus Firmus, alheios ao temporal que na rua se fazia sentir, acalentaram ainda mais a noite com uma energia contagiante.
Neste segundo momento do festival deu-se o regresso das tunas a concurso com mais uma tuna proveniente de Lisboa: A Feminina - Tuna de Farmácia da Universidade de Lisboa. Por fim, e encerrando o lote de tunas a concurso, a TFUB – Tuna Feminina Universitária de Beja, divertiram o público e encerraram com muita alegria a competição.
Findas as performances dos grupos concorrentes, foi a vez de as anfitriãs subirem a palco e ofertarem aos presentes numa última actuação, aquilo que de melhor sabem fazer, cantando e enchendo de cor, música e alegria cada recanto do Auditório Português da Juventude. E, para júbilo dos presentes, As Mondeguinas não esqueceram as suas raízes e chamaram as suas fundadoras a palco, cantando efusivamente o seu hino, refinado por dezassete anos de história e espírito académico. Simultaneamente, os jurados deliberavam o futuro das participantes.
Cessada a actuação das Mondeguinas, era a hora de aplaudir o ilustríssimo júri convidado, composto por competentes individualidades ligadas ao mundo da música e às entidades colaboradoras com o festival, detentor já, de uma certeza: feita a avaliação, era a hora de revelar as vencedoras. Assim, em representação do IPJ, contámos com a presença de Maria Alice Gariso. Como representante da Câmara Municipal de Coimbra tivemos a comparência de Mª José Azevedo Santos (Vereadora da Cultura). Representando as Mondeguinas, um antigo elemento, Sara Ventura (Sereia Muppie). Gilberto Rosa foi o representante da TMUC e, por fim, mais um ilustre convidado, vocalista e fundador dos Anaquim, José Rebola.
Neste sentido, foram distribuídos os seguintes prémios:
- Melhor Desempenho Vocal – A Feminina;
- Melhor Desempenho Instrumental – Sirigaitas;
- Melhor Música Original – Sirigaitas;
- Melhor Serenata – TFUB;
- Grande Prémio XVII Canto da Sereia – A Feminina;
- Tuna Mais Tuna – Sirigaitas;
- Melhor Apresentação – Feminina.
Terminado o espectáculo, as Mondeguinas e as suas convidadas reservaram, ainda, um tempinho para conviver e recordar os bons momentos passados nabela cidade do Mondego.
Lúcia Pinipom

Já no segundo ano essa menina ainda tímida, envergonhada, mas de forte personalidade, decidiu com suas amigas entrar nas Mondeguinas em busca de algo mais (o verdadeiro espírito académico e a vontade de ser e estar em Coimbra de corpo e alma).
Assim, entrou nas Mondeguinas e com o passar do tempo fez-se Mondeguina e deixou desabrochar de si, apesar de tímida, uma mulher destemida e capaz de tudo, alegre, meiga e coerente que canta e encanta os quatro ventos desta cidade ☺
Com o passar dos anos não chegam as lembranças para descrever as vivências em comunidade com as Mondeguinas, desde ensaios, copos depois dos ensaios, viagens, actuações e festivais, Queima´s das Fitas e tudo que lhe está associado (actuações, garraiadas na praia, ☺ Chá´s Dançantes etc.) culminando no rasganço o verdadeiro significado da vitória de acabar o curso☺.
Por isto tudo queremos, nós malmequeres esforçados, às vezes desajeitados ☺ mas sempre unidos e alegremente insanos, ☺ testemunhar as tuas conquistas, vitórias e derrotas também (que sejam estas poucas), amores, alegrias e tristezas, acima de tudo testemunhar como até hoje o fizemos e se possível, intervir e fazer parte da tua Felicidade ☺
Que o teu raspanço tenha sido apenas o culminar de uma fase de lua cheia, cheia de tudo, mas menor em comparação com a nova fase que se aproxima que esperamos ser ainda melhor… Sê Feliz☺
Assim me despeço pessoa significante com um abraço em nome das Mondeguinas ☺
E eis que a Bonequinha dos caracóis finalmente perde a cabeça e decide rasgar-se publicamente.
Quando a Lúcia apareceu na minha vida já eu pertencia às Mondeguinas há algum tempo. Não foi difícil suscitar o seu interesse pelo grupo dado que o seu gosto pela música e a sua vontade de viver Coimbra de forma mais intensa eram evidentes. Apesar do seu jeito tímido, um dia encheu-se de coragem e apareceu num ensaio onde fez a audição e entrou para este mundo fantástico dos malmequeres, dos sonhos, da vida académica no seu estado pleno e da amizade acima de qualquer obstáculo.
Com o passar do tempo vi a Lúcia cada vez mais solta, mais alegre, mais divertida… A sua vida académica fazia finalmente sentido e o seu cavaquinho, o belo Januário, passou a ser parte integrante da sua vida trazendo consigo o verdadeiro sentido do Espírito Académico.
Nunca vou esquecer esse teu jeito meigo e tímido nem a mulher forte e decidida que és!!! Comigo fica a tua dedicação e a tua força pois, apesar de estares a trabalhar, conseguiste sempre marcar presença pelo menos num ensaio semanal!!
Ficam também os teus caracóis, o teu sorriso, as tuas lágrimas de emoção que tão facilmente soltas em cada balada… Ficam as noitadas que finalmente passaram a fazer parte, os jantares alucinados, o “queima forever fiamber out”, a “Cantiga Beirã” e uma certa pandeireta saltitante, os Bloody Finos “docinhos”, o sentar e cruzar de perna em cima de Mondeguinas alucinadas em moche… enfim… tantas histórias que, em tão pouco tempo, passaram a ser parte de ti e de nós!!! Já para não referir aquele copo de leite morno BRANQUINHO!!! (não estava presente mas, essa história, não esquecerei!!)
Para ti, com muita emoção e do fundo do coração sai um F.R.A fortíssimo!!! Serás sempre a bonequinha Pinipom!!!
xi-coração
Mary*